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RESUMO
O propósito desta dissertação é demonstrar que o desempenho das economias capitalistas avançadas após 1945 é melhor descrito pelos novos modelos de crescimento propostos pela corrente pós-keynesiana. Inicialmente, essa corrente, representada pela "Moderna Escola de Cambridge", será confrontada com a growth accounting methodology e a new growth theory, expoentes da corrente dominante da Macroeconomia contemporânea. Nesse confronto, merecerá destaque a relação entre as taxas de lucro e de investimento - aspecto tratado pelos pós-keynesianos, mas não valorizado pelas demais linhas de pesquisa.
A síntese inicial será seguida de uma descrição tanto dos fatos estilizados de Nicholas Kaldor acerca do processo de crescimento econômico, como das principais características da história macroeconômica recente do Canadá, EUA, França, Itália, Japão, Reino Unido e República Federal da Alemanha. Com base nessas descrições, os modelos de crescimento de Stephen A. Marglin e Amit Bhaduri, de Samuel Bowles e Robert Boyer, e de Jong Il-You serão expostos detalhadamente. Como contraponto, os estudos de Michael Bruno e Jeffrey D. Sachs sobre a estagflação também serão expostos.
Por fim, uma das principais hipóteses dos modelos pós-keynesianos - as expectativas acerca do futuro comportamento da taxa de lucro são formadas segundo um simples modelo extrapolativo/adaptativo - é confrontada com as evidências empíricas disponíveis. Os testes econométricos mostram que a aludida hipótese é válida. Assim, a relação entre as taxas de lucro e de investimento pode ser encarada como uma relação entre as expectativas de retorno e as decisões de investir. Essa relação será estudada por meio do método de cointegração. O modelo de correção de erros resultante permitirá concluir que variações nas taxas de lucro auxiliam na explicação das variações nas taxas de investimento.